Muitas vezes, a música não nos pede licença; ela simplesmente entra na nossa vida e muda tudo de lugar. Com a diva Maggie Reilly, a minha história começou de um jeito muito especial e tecnológico, através de uma indicação despretenciosa do Spotify.
De repente começou a tocar "Everytime we touch" a voz dela era tão impressionante, tão angelical e poderosa que me arrepiou de imediato, eu não consegui passar simplesmente passar para a próxima faixa, aquela interpretação me hipnotizou por completo. Assim que essa música acabou eu fui ouvir o álbum ECHOES completo, eu já havia me encantado por ela só de ouvir uma música então assim que o álbum começou a tocar pude ver que ali nascia de minha parte uma admiração gigantesca por uma cantora que até poucos instantes antes eu nunca havia ouvido falar.
Maggie Reilly se tornou então a minha cantora preferida, ela é maravilhosa, deixarei aqui um vídeo dela cantando a música Everytime we touch e também no final da postagem o meu fan account dedicado a diva no Bluesky.
O meu fan account dedicado a ela no Bluesky é Maggie Reilly Brasil, vou anexar o print de como está atualmente (de vez em quando eu mudo o visual do fan account) e também o link para quem quiser acompanhar a diva.
Quem acompanha o blog sabe o quanto a música move a minha vida. Ontem mesmo eu estava anestesiada com o carinho do Angra no Threads. Ver uma banda gigante valorizar um fã nos faz lembrar do porquê amamos tanto essa arte. E isso me trouxe uma reflexão: a música independente precisa de espaço, mas precisa, acima de tudo, de conexões reais.
Para o post de hoje, eu decidi fazer um recomeço.
Muitas vezes a gente apoia, divulga e estende a mão na expectativa de ver a cena crescer unida, mas nem sempre o retorno é o que esperamos. Só que a ingratidão de alguns não pode fechar as portas para o talento de outros que estão na batalha com respeito, profissionalismo e amor de verdade pelo que fazem.
Por isso, hoje eu limpo a mesa e viro a página. O blog, a partir de agora, é um terreno novo e pronto para semear o que há de melhor e mais sincero na música independente.
🚪 Aos artistas independentes: o espaço está aberto!
Se você tem um trabalho autoral, coloca a sua alma nas composições, respeita quem apoia o seu som e quer um espaço para divulgar a sua arte, eu quero te ouvir. Não importa se você toca rock, metal, MPB ou pop; o que importa é a verdade que você coloca nas suas notas.
🎧 Como mandar o seu som para o blog?
Se você é artista ou conhece uma banda independente sensacional que merece ser descoberta, faça o seguinte:
* Mande um e-mail para tatypp@gmail.com
* Me conte brevemente a história do seu projeto.
* Envie o link do seu principal trabalho (Spotify, YouTube).
Vou ouvir cada um com muito carinho e os próximos posts serão dedicados a indicar quem realmente faz a música acontecer com talento e respeito. Vamos começar esse novo capítulo juntos?
Estou ainda em total estado de graça com algo que aconteceu ontem e parece ser um sonho, tem muitos artistas e bandas que eu gosto e acompanho e o Angra é uma dessas bandas.
Estava eu quietinha no Threads, olhando as postagens e de uns dias pra cá apareceram vários posts com comentário deles e eu então fiz uma postagem simples comentando isso e pra minha grande surpresa eles viram e comentaram e eu não tenho palavras para agradecer.
Eu tenho 2 álbuns do Angra, o Holy Land e o Freedom Call e são dois álbuns belíssimos que eu gosto muito de ouvir, de uma forma ou de outra eu acabaria fazendo postagem dedicado a eles aqui e esse dia chegou.
Eu desejo a eles de coração sucesso cada vez maior e espero um dia ter a honra e o privilégio de vê-los no palco ao vivo.
Aqui está o print do Threads que eu tirei ontem assim que vi a resposta deles, gratidão de verdade, vocês nem imaginam como me deixaram emocionada com isso.
Não tem como mostrar o álbum HOLY LAND e não mostrar a imagem do encarte desse álbum que é algo que acho lindo, lembro quando ganhei esse CD foi a primeira coisa que eu vi e fiquei um tempão observando.
Eu fico impressionada com isso, os dois álbuns que tenho deles são incríveis e ó.... Falta o autógrafo de vocês, espero um dia conseguir ter o autógrafo nessas preciosidades.
É isso, mais uma vez gratidão Angra, com a resposta de vocês ontem fizeram meu dia ficar muito mais feliz, eu realmente me surpreendi quando vi no Threads a resposta.
E mais uma vez sucesso cada vez maior pra todos vocês.
Bom, gente, a postagem de hoje aqui no blog Onde a Música Me Leva é um relato pessoal e muito emocionante. É um texto de profunda gratidão por um cantor que se tornou muito mais do que um ídolo para mim: o Chris de Burgh se tornou o meu herói.
O Ano em que a Música foi Refúgio
O ano era 2019. Eu estava enfrentando uma crise de ansiedade horrível. No meio daquela tempestade, minha mãe colocava o álbum The Love Songs, do Chris de Burgh, para tocar. As músicas e a voz dele me acalmavam de um jeito inexplicável. Eu já conhecia e sempre fui fascinada pelo clássico absoluto “The Lady in Red”, mas a partir dali, passei a nutrir um carinho totalmente especial por ele. Afinal, a arte dele estava me salvando no meu momento mais difícil.
Hoje, sete anos depois, posso dizer com todas as letras: Chris de Burgh é, sim, o meu herói.
A Saga de uma Fã e a Primeira Surpresa
Depois daquela cura através do som, comecei uma verdadeira saga: passei a procurar mais vídeos, conhecer a fundo a trajetória dele e, claro, planejar um fã-clube. Eu demorei cerca de três anos para criar a página, porque no início eu não tinha dimensão do quão intenso e profundo havia sido o impacto da música dele na minha vida.
Quando finalmente criei o fan account (deixei os links no final do post!), veio o primeiro choque: poucos dias após a criação da página, o próprio Chris notou e agradeceu!
Eu nem fazia ideia, mas ali começava uma jornada inacreditável de interações com o meu herói no X (antigo Twitter). Fiz questão de separar nesta postagem os prints que mais me emocionaram. Olha só esse próximo:
Acho que não preciso dizer nada, o print mostra com perfeição a minha reação. Fiquei tão emocionada e impactada com essa mensagem de feliz aniversário que acabei esquecendo de agradecer em inglês — foi em português mesmo! O Chris de Burgh já tinha me conquistado pela música, mas ver o carinho e a atenção dele em responder os fãs me apaixonou ainda mais.
O Dia em que Tremi as Pernas
Dias depois, me deparo com mais uma notificação. Quando olhei, o Chris havia compartilhado uma postagem minha no próprio perfil dele! Naquele momento, dei um berro, minhas pernas estremeceram e a emoção tomou conta. Ele já tinha me salvado duas vezes: primeiro acalmando a minha ansiedade e, depois, me dando a honra de interagir com ele de igual para igual. Mas não parou por aí.
No dia 30 de dezembro de 2022, abri minha caixa de entrada e vi um e-mail de um remetente totalmente desconhecido. Cliquei com cuidado e, quando abri o arquivo anexo, era um vídeo dele. Eu fiquei completamente muda. Olhei para a tela do notebook em total estado de choque, sem conseguir me mexer por uns cinco minutos. Só depois que a ficha caiu é que o choro de emoção veio.
Minha amiga Luana havia enviado uma mensagem para ele tempos atrás pedindo o vídeo, ele respondeu a ela na época e, discretamente, me enviou esse presente inesquecível. Em completo estado de êxtase, agradeci a ele no X (antigo twitter), e ele ainda me respondeu dizendo que "foi um prazer te enviar o vídeo. A Luana é uma ótima amiga".
A Última Resposta e a Esperança do Retorno
Para fechar essa história com chave de ouro, um tempo depois notei uma nova notificação na minha página de fã. Era ele me respondendo diretamente no fan account. Logo depois dessa interação, ele se ausentou da plataforma.
Isso significa que, até o exato momento em que escrevo esta postagem, eu sou a última pessoa no mundo que o Chris de Burgh respondeu publicamente no X! Como ele está afastado desde 2023, perdeu o selo de verificado, mas o carinho dele ficou eternizado no meu perfil. E eu acredito muito que, a qualquer momento, isso pode mudar e ele vai voltar para lá.
A música tem esse poder de nos curar e nos conectar com quem está do outro lado do mundo. Sou eternamente grata ao meu herói.
Se você também ama o trabalho do Chris ou quer acompanhar essa jornada de fã, sigam minhas fan accounts no X e no Bluesky!
Eu já ia esquecendo... tenho o print de quando o Chris de Burgh deu RT em uma mensagem minha no perfil dele.
É isso, o carinho, respeito e admiração que eu tenho pelo Chris de Burgh é algo intenso e será sempre assim, o Chris é muito mais do que meu ídolo, é meu herói e sempre será.
Eu tenho orgulho de ser fã dele e a ele sou e serei eternamente grata por tudo.
Há notícias no mundo da música que nos paralisam. Confesso que, quando soube do falecimento da lendária Bonnie Tyler, o choque me emudeceu. Eu precisava de tempo. Como alguém que começou a acompanhar sua trajetória há pouco menos de dois anos, eu ainda estava tateando seu vasto universo musical. Mas a partida de uma voz daquela magnitude dói na alma de qualquer amante da arte, e hoje, finalmente consegui transformar o luto em celebração.
Ontem, minha primeira tentativa de mergulhar em sua discografia clássica foi difícil. Me deparei com aquela barulhenta ópera de rock dos anos 80, onde os vocais excessivamente agressivos e os arranjos grandiosos quase me fizeram desistir. Pensei que Bonnie Tyler talvez não fosse para mim.
Mas a música tem caminhos misteriosos. Prometi a mim mesma que faria uma homenagem digna à sua memória no meu blog, Onde a Música Me Leva, e decidi dar uma segunda chance a ela através de seu trabalho mais maduro: o álbum Between the Earth and the Stars, lançado em 2019. E o impacto foi imediato.
Ao dar o play na primeira faixa, "Hold On", fui completamente desarmada. Ali não havia gritaria ou exageros; havia uma mulher elegante, dona de uma rouquidão cirúrgica e acolhedora, cantando com a sabedoria de quem moldou gerações. O álbum me surpreendeu e me envolveu de uma forma tão profunda que arrisco dizer que já se tornou um dos meus favoritos da vida. Descobri uma Bonnie contida, emocionante e de um bom gosto instrumental impecável.
A verdade é que as discografias não são linhas retas. Artistas fantásticos como ela nos deixam obras que dividem opiniões, mas seu verdadeiro triunfo está na capacidade de continuar nos impactando, não importa a época. Bonnie Tyler se foi fisicamente, mas sua voz potente — que em alguns momentos rugiu como tempestade e em outros nos abraçou como calmaria — permanecerá eternamente viva. Esta é a minha humilde carta de despedida a uma gigante. Descanse em paz, Bonnie. Sua música continuará nos levando a lugares inimagináveis.
Se você olhar para a história da música internacional, vai perceber que as grandes canções não têm prazo de validade. Elas não respeitam calendários. É por isso que conseguimos criar conexões idênticas com um riff gravado há cinquenta anos e com uma bateria lançada na última década. No fundo, nossa paixão ignora as fronteiras das datas, e foi exatamente esse sentimento que ditou as regras por aqui hoje. Seja muito bem-vindo ao Onde a música me leva!
No nosso último encontro, conversamos sobre o impacto avassalador de redescobrir o Europe com a moderna e pesada "Last Look at Eden". Aquela conversa me deixou com uma pulga atrás da orelha: como o som consegue cruzar gerações sem perder o fôlego? A resposta veio em forma de desafio. Sentei para montar uma playlist exclusiva para o blog. O plano inicial era modesto: 15, talvez 20 faixas focadas puramente nos anos 60, 70 e 80.
Mas quem ama música de verdade sabe que o entusiasmo é um caminho sem volta. Uma guitarra puxa um vocal, uma lembrança ativa outra década, e quando me dei conta, o conceito transbordou. A nossa seleção oficial ganhou vida própria, quebrou todas as barreiras do tempo e bateu a marca de 40 músicas de várias épocas — misturando o ontem e o hoje de um jeito único.
O resultado é uma jornada sonora fascinante. É um lugar onde a melodia etérea de "Moonlight Shadow" na voz de Maggie Reilly (1983) se mistura perfeitamente ao clima misterioso e cinematográfico de "Hazard" do Richard Marx (1991), abrindo caminho para o peso contemporâneo de "Last Look at Eden" do Europe (2009) e os hinos imortais das arenas clássicas.
Essa não é apenas uma lista de músicas para deixar tocando baixinho de fundo; é um passaporte sonoro de mais de duas horas. São refrões para cantar gritando no carro e melodias que provam que o bom rock e o bom pop são eternos.
Aperte o play abaixo na nossa playlist oficial do Spotify, aumente o volume no talo e nos conte nos comentários: para onde essa viagem sem barreiras do tempo vai te levar hoje?
Quem é completamente apaixonado por música sabe que ela não é apenas entretenimento; ela nos guia. Meu primeiro projeto no X tinha o propósito de falar sobre essa paixão, mas as constantes limitações, o silenciamento e, por fim, o bloqueio da rede social testaram o limite da minha paciência. O rock nos ensina que, quando tentam calar a nossa voz, a gente aumenta o volume.
Eu tinha duas opções: desistir de falar sobre o que amo ou mudar completamente de rota. Foi ouvindo "Last Look at Eden", do Europe, que encontrei o empurrão definitivo que precisava. Decidi deletar o passado, recuperar minha autonomia e criar um espaço próprio, onde ninguém dita as regras do que posso escrever. Assim nasceu o blog "Onde a Música Me Leva".
Essa canção se tornou o hino oficial desse recomeço. Mas o impacto dela na minha vida vai muito além: ela é o meu lema e me deu o impulso necessário em quatro momentos cruciais. Hoje, abro o meu coração para contar como essa música moldou a minha história.
Muitos conhecem o Europe pelos grandes clássicos dos anos 80, mas para mim, a verdadeira força e o impacto real da banda se revelaram em 2009, com o lançamento do álbum e da música "Last Look at Eden". Essa faixa não é apenas uma obra-prima sonora com um riff imponente; ela se tornou o meu lema de vida e o combustível que me resgatou de uma estagnação profunda.
Houve um momento no meu passado em que a minha vida parecia completamente travada em todas as áreas. No lado profissional, eu atuava de forma autônoma com tarô e reiki, mas passei mais de três anos sem conseguir fechar consultas. Isso paralisou completamente o meu lado financeiro e me gerou uma angústia enorme. Ao mesmo tempo, no lado pessoal, eu me encontrava presa em uma situação muito desgastante, onde eu não era valorizada, me sentia invisível e cheguei a duvidar do meu próprio valor por mais que houvesse afeto da minha parte.
Foi exatamente nesse cenário cinzento que "Last Look at Eden" me resgatou. Quando o Joey Tempest canta sobre dar aquele "último olhar para o Éden" antes de partir, eu entendi o recado: o "Éden" às vezes representa um ciclo antigo, um emprego ruim ou uma situação falsa que a gente insiste em manter apenas por medo do desconhecido. Entendi que era preciso coragem para fechar as portas do passado.
Essa música me deu a força necessária para dar um basta definitivo na estagnação, mudar radicalmente o meu foco e caminhar em direção à minha própria liberdade. Hoje, trabalho por conta própria como Pet Sitter — uma área que eu amo de verdade e que está fluindo de forma incrível e próspera! Olho para trás com orgulho e vejo que aquele passo foi o início de uma nova vida.
Foi depois de 1 ano que eu resolvi pesquisar e tentar entender o porque que essa música me tocava de forma tão intensa e tão profunda. Nunca na minha vida uma música havia me tocado de forma tão intensa e profunda como Last Look At Eden do Europe.
Essa música não surgiu na minha vida por acaso, essa música foi o começo de tudo na minha vida, o clipe deles dessa música foi exatamente o primeiro que vi naquele dia 23/12/2024. O dia que me tornei fã deles e não tinha a menor noção do impacto que as músicas deles me causariam especialmente Last Look At Eden e o quanto eles são incríveis e maravilhosos.
No fim das contas, a conexão com essa música vai muito além do meu próprio relato. Para o Europe, 'Last Look at Eden' também foi um divisor de águas. A banda considera o álbum de 2009 como um dos lançamentos mais cruciais e importantes de sua história moderna, o trabalho que os consolidou de volta aos grandes palcos mundiais.
Sabendo que o próprio Joey Tempest já revelou que essa é uma das suas faixas favoritas de tocar ao vivo, tudo faz ainda mais sentido. A energia avassaladora que ele sente no palco é a mesma que me reergueu e me deu forças nos meus 4 momentos de maior estagnação. Portanto, para quem acha que ouvir essa música repetidamente é apenas um 'vício' passageiro... agora vocês entendem que ela é, na verdade, a força que me trouxe até aqui e que me move dia após dia. É o hino do meu recomeço.